sábado, 18 de outubro de 2014

Pega a pipoca por que já começou o debate.

Lá está você, contemplando a TV quando, de repente, vem o anúncio de mais um debate entre os presidenciáveis. Logo é de se pensar que será um ótimo momento para os indecisos, reforço da certeza de um voto ou então uma ocasião para refletir melhor sobre ele. Nada melhor do que sentar confortavelmente em sua poltrona para presenciar um confronto de ideias e propostas que visem melhorar a situação do nosso país. Assim diz a teoria ou, pelo menos, o que se espera de uma política que reflita a inteligência e a busca de soluções para problemas que, há muito tempo, rondam nossa pátria amada.
                  
Então, acaba prevalecendo uma realidade que levam esse evento -que deveria ser tratado com o devido cuidado e respeitos- para uma dimensão que mais se enquadra no baixo nível, na troca de farpas e na vontade de um querer “nocautear” o outro, usando todos os tipos de acusações. Num primeiro, é transmitida a impressão de que é agradável dedicar sua audiência para esses tipos de debates: recheado de polêmicas e de acusações para ambas as partes. Porém, o bom senso nos lembra de sempre onde foram parar as propostas. Por que não há uma maior tendência para se discutir sobre a nossa saúde, educação e segurança? É triste saber que, mesmo quando esses assuntos vêm à tona, os candidatos encontram um caminho para fazer uma “guerrinha” entre eles.
                 
 Infelizmente, caro eleitor, quem perde com tudo isso é você. Queira ou não, é pelas mãos dessas pessoas que passam questões que interferem diretamente no seu cotidiano. Mesmo que algumas não tenham um conhecimento disso, os cidadãos sentem na pele o quanto é ruim ter que deparar com hospitais públicos deficientes; uma educação que ainda necessita valorizar mais os seus professores e proporcionar  estímulos para os seus alunos; andar pelas ruas como o medo de ser roubado ou assassinado. Todos esses fatores são históricos e não surgiram apenas por conta de um governo, pois na verdade é um acúmulo.
                   
Notem que, em poucas linhas do parágrafo anterior, foi possível elencar fatores que poderiam ser melhores discutidos em debates ou guias eleitorais. A impressão é de que a Presidente Dilma poderia explanar, com mais amplitude sobre seus quatro anos de governo  e dar mais ênfase para o futuro, ao invés de tanto remontar ao governo de FHC e, assim, assegurar uma via de ataque ao seu adversário. Para o Aécio, um pouco mais de clareza não faria mal. Mas, que pena, eles preferem dar mais destaque para os ataques. A ordem é bombardear para, só depois, saber o que ainda irá sobrar de cada um.

                   
E o eleitor? Bom, ele merece muito mais do que isso que estamos vendo.

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