terça-feira, 12 de março de 2013

E ainda nos perguntamos.....Que país é esse?

" Nas favelas, no senado . Sujeira pra todo lado . Ninguém respeita constituição, mas todos acreditam no futuro da nação".....  Reconheceu a qual música pertence esse trecho, não é? Sim, estamos falando de " Que Páis é esse?" , um dos grandes sucessos da  Legião Urbana. Até hoje, a banda, que era Liderada por Renato Russo, segue conquistando novos fãs e cativando ainda mais os antigos. Para estrear esse momento musical do blog, poderia selecionar outra composição vinda de um outro repertório. Mas, sendo um fã confesso da Legião e adepto do principio de que as músicas devem tentar preservar o seu intuito de transmitir um sentido e fazer com que as pessoas ampliem a sua forma de pensar perante a sociedade em que vivemos, "Que país é esse" acabou sendo uma ótima escolha.



Cada vez que nós escutamos uma música assim parece que estamos sendo convidados pata entrar em uma realidade que , se não é boa, mostra que precisamos mudá-la. Emite, para os jovens , a mensagem de que não basta apenas viver pelas futilidades da vida e pensar como se o tempo não fosse passar. Não, agir assim não será  o caminho. É necessário se preocupar mais com o futuro. Se nas favelas e no senado  têm sujeira para todo o lado, então, que a mudança comece por um aspecto totalmente presente na música: A política, mesmo que muitos não gostem e enxerguem nela uma forma de estupidez que resulta no voto dado de 4 em 4 anos, mal sabem que o desinteresse gera o descaso e os mandos e desmandos provocados por certos indivíduos.


Devemos sempre nos perguntar sobre que país é esse. O questionamento é a arma dos que ainda reconhecem o valor de uma opinião. Principalmente, em um momento em  que a música  brasileira - exceto alguns nomes que professam a inteligência e sentido em suas letras e melodias-  vêm mostrando músicas que, de tão ruins, pode prejudicar os ouvidos .


Ninguém vai causar mudanças profundas e radicais da noite para o dia, mas pode ser uma voz em um mundo onde muitos preferem calar e fechar os olhos  para aquilo que os prejudicam. Quem reflete sobre o abandono que os serviços  públicos, muitas, vezes , são sujeitados  e se indigna com a corrupção constante deve se perguntar sobre que país é esse, onde tantos que desrespeitam a nação segue firme e forte no poder e que, ao mesmo tempo, o trabalhador honesto ser muito prejudicado.




Como diz a música, acreditamos no futuro da nação, mas, para que ele seja bom, é preciso mais dignidade , igualdade e consciência que o cidadão deve se ver mais  dono do seus direitos e de uma voz ao invés de um eterno conformado com a realidade que ele julga ser incapaz  de mudar.



sábado, 9 de março de 2013

Que comece a partilha

Ainda dizem que prevalece o sentido da coletividade e cooperação entre os estados brasileiros. É isso que querem muitos brasileiros e as correntes mais positivistas que acreditam nos avanços da nossa nação. O discurso é bonito e cheio das melhores expectativas. Mas , calma aí, se você esteve atento aos meios de comunicação, durante esses últimos dias, já deve saber que o senado derrubou o veto da presidenta Dima Rousseff, que impedia a distribuição dos royalties. Sabe o que isso significa? royalties é a quantia que cada deve estado receberá pelo petróleo que é extraído do nosso país pela Petrobras. A medida, de fato, é ótima e muito justa. Com esse valor financeiro, cada estado poderá investir ainda mais em setores que ainda são carentes e deficientes no nosso país, como saúde e  a educação. Para se ter uma ideia , a cidade de Campina Grande , Paraíba, receberá 5,7 milhões de Reais. Mas nessa história nem tudo se resume a um mar de rosas.Tem gente que não está gostando nenhum pouco.

E por falar nisso, o Rio de Janeiro é um claro exemplo...





Desde o começo dos boatos do possível compatilhamento dos royalities, o Estado do Rio de Janeiro não esconde ninguém sua aposição contrária. Prefere ver o velho modelo centralizador onde só são beneficiados os estados que estão dentro da bacia petrolífera. É claro que pode-se argumenta que eles estão defendendo um direito. Só que a parte mais estranha de toda essa situação, é perceber que essa defesa pode coincidir com uma estranha e inadequada forma de separatismo.  Quem pensa que mora em um país onde são buscadas medidas para melhorar a qualidade de vida e os servições públicos, talvez, não entenda por que  tanta rejeição na aceitação de um projeto tão positivo. Mas, quando lembramos que, no ano que vem, teremos a Copa do mundo e, em 2016, os Jogos Olímpicos - estes realizados unicamente na cidade do Rio de Janeiro - percebe-se um ponto de preocupação para o Governo do Rio. Eles já disseram que , sem royalities, a situação desses dois mega eventos do estado ficam complicadas.   Será que vai mesmo? Certamente não. A Copa , com todo o jeito brasileiro de preparar as coisas  está caminhando em cronograma que, se ainda preocupa, não é assustador. As Olimpíadas ainda precisam de mais planejamento, mas também deve ter seu curso garantido.




Se já temos estádios modernos e instalações para outros esportes já projetadas e  que, daqui  a pouco , estarão concretizados, a população também tem todo o direito de se beneficiar com escolas bem estruturadas e uma rede de saúde pública que possa atendê-la com mais dignidade. Não é que os royalities vão, de uma hora para outra, solucionar  os  prolemas do Brasil. Mas, o que não resolve por completo, ajuda. Com esse repasse, os governos terão mais outra forma de poder cuidar melhor dos serviços públicos. Seria muito bom que esse pensamento se tornasse uma totalidade. As barreiras impostas por uma vontade que insiste em não dividir uma riqueza, que não é unicamente do estado A ou B precisam ser derrubadas. O Nordeste, por exemplo, nesse momento em que uma seca, nunca antes vista , só preocupa, com os roalyties, enxergar uma alternativa valiosa de ajuda financeira. Não só os nordestinos, mas os brasileiros tem a ganhar muito mais com essa distribuição.


O texto pode ser acalorado e muito defensor das políticas dos Royalities. Sei que cada um pode defender seu ponto de vista. Quem  ainda quer tudo como estava, é livre  para acreditar que, com isso, será melhor. Agora, é inegável que é muito forte o lado dos que defendem a distribuição e compartilhamento de um recurso natural que, antes de qualquer estado tomar o seu partido ,é do Brasil.  Mesmo que façam caminhadas com a presença de artistas e apresentadores de TV que digam não ao repasse dos royalityes para outros estados. Mesmo que ainda seja possível recorrer ao STF ( Supremo tribunal Federal), fica a sensação  de que isso significou mais que o recurso financeiro, mas sim um passo para o desenvolvimento desse país que muito ainda precisa melhorar. É verdade que, se isso tudo não acontecer da maneira como estão pensando, posso ter vontade de jogar todas essas palavras ao vento. Mas, se quer saber, prefiro apostar no otimismo. O Brasil tem seus pontos críticos, porem crer nas mudanças é um excelente ingresso para toda e qualquer melhora.


Fica o recado para que as emissoras comecem a mostrar os benefícios da distribuição dos royalities. O caminho não consiste unicamente em se preocupar com a realização da Copa e das Olimpíadas. Outra coisa que não poderia deixar de lembar , é o veto que a presidenta Dilma fez à esse projeto, logo na primeira vez em que ele esteve para sair do papel. Isso é curioso, pois todos lembramos que seu antecessor, Lula da Silva, tinha como lema "Brasil, um país de todos". Infelizmente, não foi muito bem isso que a nossa presidenta deixou transparecer com a sua atitude. Agora, o importante é que o veto já foi derrubado e tem tudo para trazer bons frutos. Vamos torcer para que tudo funcione bem e que qualquer pensamento dotado de interesses próprios, não condizentes como principio maior da coletividade, não fechem as portas para o desenvolvimento. Se dizem que o petróleo é de todo o Brasil, nada mais natural que, assim seja , para os royalities.



quarta-feira, 6 de março de 2013

Dias de sol e seca



A cada amanhecer, o agricultor cheio de esperanças e fé de dias mais chuvosos e de um inverno promissor, abre a sua porta e se depara com um cenário diferente daquele que ele tanto deseja em cada oração, regada a uma pura e bela forma de fé. São plantações já descoloradas e sucumbidas ao rigor de um tempo quente, onde a água muito demora a cair dos céus. O Gado, sem comida, vai se sustentando por seus fios de vida. De tanta fome, acaba emagrecendo até morrer e se transformar em restos mortais.  Esqueletos podem ser avistados nas estradas, se tornando o retrato fiel dessa triste realidade.

Olhar para o céu em busca de sinais de chuva é mais que simplesmente observar, mas sim fazer uma súplica. O pedido é muito sincero. Nessa hora, só querem que as bênçãos venham em forma de água. Quando ela vier, imagina o sertanejo, que ela será um refresco par o solo que está rachando diante de temperaturas tão altas. E  se o solo estiver molhado pela tão esperada chuva , a alimentação de tantas famílias por aí a fora serão mais regulares. Haverão mais sorrisos no rosto de cada um que não perde a esperança de ter mais feijão e milho em suas mesas.

 Vacas , bois, cabras, enfim, cada animal prejudicado por essa sequidão precisa de mais água para acabar com o sofrimento que antecede o final de suas vidas. Dizem que “ bicho” não tem sentimento. De fato, animais podem não demonstrar suas sensações e sentimento da mesma forma racional que o homem. Mas , de maneira alguma, deixam de sentir. Cada olhar do gado, em tempo como esse, representa, no fundo, a tristeza e clamor por comida e água. Pobre vaca, antes tão leiteira, hoje já se encontra com forças.

A seca leva a plantação, o gado e deixa muitas famílias sem ter o que comer. Quem não passa fome, sente o aumento do preço dos alimentos. Apesar de tudo, permanece a fé que se traduz na expectativa por dias chuvosos que, assim, faça com que o agricultor abra a sua porta para ver os rios cheios e o verde se espalhando em cada canto desse grande Nordeste.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Deixem a Yoani falar

Yoani Sánchez, Jornalista cubana e blogueira  responsável por fortes criticas ao governo cubano. Você, com certeza, ouviu falar bastante nesse nome nos últimos dias. Durante a recente visita que ela fez ao Brasil   teve que lidar com protestos e a revolta de pessoas que se diziam favoráveis ao regime cubano ou simplesmente a enxergavam como uma perfeita reprodutora da  ideologia norte-americana. Expor críticas ao sistema político vigente em Cuba pareceu gerar um verdadeiro boicote, onde a missão seria não deixar uma jornalista ,que despertou a atenção do mundo , falar sobre a maneira de como ela enxerga o país em que vive.


O Brasil é um país democrático. Quem quiser protestar sobre o que não acha certo, pode  assim fazer. Mas em que ponto um manifesto perde seu laço com a democracia para adentrar nas fronteiras do desrespeito?  Quem faz oposição a uma ideia deve, para ser justo, deixar que a outra parte se expresse. Não parece ter sido isso que aconteceu com Yoani. Hostilizada e interrompida ,por vezes, na hora de falar sobre sua trajetória e carreira, a blogueira cubana pareceu estar em um lugar ainda mais fora do eixo democrático do que a própria Cuba.


Na Camara dos Deputados, onde debateria a liberdade de expressão, acabou protagonizando  um embate entre a situação e a oposição. Uma situação lamentável e totalmente aversa ao tema que seria debatido.  Os interesses e brigas políticas mais uma vez se sobressairiam. Nem mesmo um bom debate com um tema  tão importante parece ser capaz de superar qualquer falta de civilidade  e respeito que, por incrível que pareça, acontece numa das instituições políticas mais importantes do país.


Defender o direito de dar voz a Yoani Sánchez, não é necessariamente levantar a bandeira dos Estados Unidos ou criticar o socialismo cubano, mas sim entender que ela tem o direito de relatar suas experiências como jornalista e a forma de como se dá suas maiores críticas ao governo liderado pelos irmãos Castro. Aliás, Cuba pode ser forte no esporte e na medicina, mas ainda definha quando se fala em democracia e faz das eleições um mero acontecimento formal. Yoane Sanchez, no mínimo, ao contrário de alguns que defendem a ilha socialista, crítica com base na visão de quem vive lá e sente na pele as dificuldades encontradas.


Protestem e critiquem , mas respeitem o direito que outro possui de fazer ecoar sua voz. Diante de alguns maus exemplos que somente trouxeram uma forma de anti- democrácia, espera - se que em outros países, a Yoani possa, de fato, falar.