sábado, 8 de outubro de 2011

O jornalismo e as redes sociais







A comunicação, desde sua evolução e crescimento dentro do campo social, passou a exercer uma influência e ser dotada de abrangência, o que possibilitou seu direcionamento para as massas. O tempo passa e as coisas vão mudando. O mundo entra na era do desenvolvimento tecnológico e da afirmação da internet como uma ferramenta enquadrada no cotidiano. Seu contexto passou da ideia de algo feito apenas para finalidades empresariais para também gerar entretenimento e informação para as pessoas. É justamente, quando falamos no sentido de informar, que a comunicação, na figura do jornalismo, encontra seu espaço no mundo cibernético.

A atividade do jornalista na internet, não se resume apenas em abastecer sites e blogs voltados para sua área profissional. Hoje, temos as chamadas redes sociais. O que isso seria? Discutir este assunto causa a abordagem de pontos positivos e negativos, mas, em uma definição de clara, elas dão espaço para que as pessoas possam mostrar o que pensam e, até mesmo exporem suas vidas. Elas cresceram de tal forma que passaram a ter mais visibilidade e,consequentimente, um aumento de importância. O jornalismo, sabendo da sua necessidade de averiguar e, se possível, inserir suas concepções dentro das tendências que surgem constantemente, viu, nas redes sociais, a possibilidade de estabelecer um contato e dialogo mais próximo com o público. É importante lembrar que a possibilidade de uma interação já havia nas seções de comentário dos sites ou por meio de telefone ( principalmente nos programas de rádio). Sempre se buscou uma comunicação que fosse além das barreiras do apenas ouvir-se, do somente ler, ou do assistir.

É comum que jornais, redes de televisão e de rádio possuam seu twitter ou facebook. A finalidade da  entrada desses meios nesses espaços, transcende a lógica de buscar diversão e conhecimento de novas pessoas. Na realidade, o que pretende- se é a consolidação novas possibilidades de discussão de conteúdos abordados, a sugestões e participação do internauta.  O twitter, por exemplo, é a forma encontrada para a continuidade da edição de um jornal. Forma essa que já vimos nos sites e portais dos conglomerados de comunicação.  Entende- se que as redes sociais não só são, agora, fontes de informação, mas, também, ambiente de divulgação do que vai ser visto, por exemplo, edição do jornal nacional.

Logicamente existe toda uma preocupação com a interação entre público e jornalista. Existe, talvez, certo medo de que um queira se sobrepor ao outro. Passou o tempo em que a teoria da comunicação estabelecia a convencional relação entre emissor e receptor. Hoje a participação de quem, nos termos jornalísticos, recebe a informação é ativa. Nas redes sociais, o que é preciso haver é uma relação de equilíbrio. Quem navega nas redes mundial de computadores pode dar suas opiniões e trazer suas reflexões à torna. Todo esse quadro de interação, não impede que o jornalista selecione apenas aquilo que ele ache necessário. Ele é quem age na construção do seu radio ou tele jornal, por exemplo. Sendo assim é prudente expor apenas as visões que vão contribuírem para a construção de um jornalismo pautada com a interatividade inteligente.


A partir do momento em que os veículos de comunicação se utilizam das redes sociais é preciso que este seja um ambiente voltado para o aspecto do que realmente venha ser jornalismo. Sendo uma área voltada para o serviço prestado a sociedade ele deve fazer do espaço cibernético um campo mais útil e funcional. É fundamental plantar a informação e debate onde vê-se, por vezes, banalidades e  a exposição, em demasia, da vida intima de um indivíduo.