A comunicação, desde sua
evolução e crescimento dentro do campo social, passou a exercer uma influência
e ser dotada de abrangência, o que possibilitou seu direcionamento para as
massas. O tempo passa e as coisas vão mudando. O mundo entra na era do
desenvolvimento tecnológico e da afirmação da internet como uma ferramenta
enquadrada no cotidiano. Seu contexto passou da ideia de algo feito apenas para
finalidades empresariais para também gerar entretenimento e informação para as
pessoas. É justamente, quando falamos no sentido de informar, que a comunicação,
na figura do jornalismo, encontra seu espaço no mundo cibernético.
A atividade do jornalista na
internet, não se resume apenas em abastecer sites e blogs voltados para sua
área profissional. Hoje, temos as chamadas redes sociais. O que isso seria? Discutir
este assunto causa a abordagem de pontos positivos e negativos, mas, em uma
definição de clara, elas dão espaço para que as pessoas possam mostrar o que
pensam e, até mesmo exporem suas vidas. Elas cresceram de tal forma que
passaram a ter mais visibilidade e,consequentimente, um aumento de importância.
O jornalismo, sabendo da sua necessidade de averiguar e, se possível, inserir
suas concepções dentro das tendências que surgem constantemente, viu, nas redes
sociais, a possibilidade de estabelecer um contato e dialogo mais próximo com o
público. É importante lembrar que a possibilidade de uma interação já havia nas
seções de comentário dos sites ou por meio de telefone ( principalmente nos
programas de rádio). Sempre se buscou uma comunicação que fosse além das
barreiras do apenas ouvir-se, do somente ler, ou do assistir.
É comum que jornais, redes
de televisão e de rádio possuam seu twitter ou facebook. A finalidade da entrada desses meios nesses espaços, transcende
a lógica de buscar diversão e conhecimento de novas pessoas. Na realidade, o
que pretende- se é a consolidação novas possibilidades de discussão de
conteúdos abordados, a sugestões e participação do internauta. O twitter, por exemplo, é a forma encontrada
para a continuidade da edição de um jornal. Forma essa que já vimos nos sites e
portais dos conglomerados de comunicação.
Entende- se que as redes sociais não só são, agora, fontes de informação,
mas, também, ambiente de divulgação do que vai ser visto, por exemplo, edição
do jornal nacional.
Logicamente existe toda uma
preocupação com a interação entre público e jornalista. Existe, talvez, certo
medo de que um queira se sobrepor ao outro. Passou o tempo em que a teoria da
comunicação estabelecia a convencional relação entre emissor e receptor. Hoje a
participação de quem, nos termos jornalísticos, recebe a informação é ativa.
Nas redes sociais, o que é preciso haver é uma relação de equilíbrio. Quem
navega nas redes mundial de computadores pode dar suas opiniões e trazer suas
reflexões à torna. Todo esse quadro de interação, não impede que o jornalista
selecione apenas aquilo que ele ache necessário. Ele é quem age na construção
do seu radio ou tele jornal, por exemplo. Sendo assim é prudente expor apenas
as visões que vão contribuírem para a construção de um jornalismo pautada com a
interatividade inteligente.
A partir do momento em que
os veículos de comunicação se utilizam das redes sociais é preciso que este
seja um ambiente voltado para o aspecto do que realmente venha ser jornalismo.
Sendo uma área voltada para o serviço prestado a sociedade ele deve fazer do
espaço cibernético um campo mais útil e funcional. É fundamental plantar a
informação e debate onde vê-se, por vezes, banalidades e a exposição, em demasia, da vida intima de um
indivíduo.
