Em tempos de uma suposta liberdade de
pensamento, a eleição tornou- se a festa da democracia. Frases assim, o eleitor
deve ouvir bastante. São campanhas que incentivam a prática do voto para além da simples
obrigação de comparecer frente às urnas. Se é para votar tem que ser com
vontade e determinação de fazer uma escolha que pode mudar os rumos de uma
cidade, estado ou um país. Está aí a importância de um voto consciente e dotado de
personalidade. É muito bom optar por um
candidato que seja fruto da nossa própria avaliação e convicção.
Mas, mesmo assim, há
casos em que o eleitor prefere vender seu voto. Ás vezes nem tanto por um valor
tão alto, porém satisfatório, aos olhos de quem a recebe. O problema é que,
através desse tipo de crime eleitoral, não é apenas o voto que é posto na
vitrine a fim de ser comprado pelo candidato mais interessado nele. A sua voz
também está em oferta. Sim, seu direito de cidadão e sua capacidade de
reivindicar quando achar que deve é transformado em mercadoria. Seu direito de exercer o seu papel de cidadão
pode se esvair por uma falta de valor e consciência.
A nossa política tem
suas turbulências e desilusões, é verdade. Porém não é nada prudente cair em uma
armadilha que tem como plano de fundo
achar que tudo está sem jeito e perdido. Vender o voto por conta de uma descrença
ou uma suposta necessidade e torna-se refém de quem só deve estar na busca de, no mínimo, alimentar seus
interesses próprios. Vender um voto é por uma mordaça capaz de silenciar a mais
falante das criaturas.
Não permita que um
político te diga: “Você não pode reclamar. Eu comprei seu voto nas eleições,
esqueceu?” Faça diferente. Construa uma
nova forma de fazer política com mais
dignidade, liberdade de escolha e, principalmente, voz ativa.