quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Na Libertadores, tragédia e tristeza: O caso de Oruro


Antes de discutir qualquer punição para o Corinthians, desde  o pagamento de uma multa ou a eliminação da Libertadores da América ,é preciso abrir os olhos e encarar mais um duro golpe e tragédia ocorrida dentro de um estádio de futebol. Infelizmente, tragédias costumam acontecer pelo acúmulo do descaso que já dura muitos anos. E, se tratando da competição  mais importante  do futebol sul-americano , já não é novidade que uma péssima organização sempre acaba culminado em um sério risco para quem está envolvido diretamente nela. A morte do garoto Kevin Beltran, de apenas 14 anos, é  o estopim dessa série de fatos graves que acabou se deparando com o seu pior e mais doloroso episódio


Independentemente se o torcedecor teve intenção ou não de jogar o sinalizador na torcida do San Jose, o que fica mesmo é o desejo e o dever de que as autoridades cumpram o papel de punir esse individuo para que ele pague por sua irresponsabilidade.  Não há paixão por time algum ou qualquer outra razão para justificar uma atitude capaz de tirar uma vida. Por mais que nada traga de volta essa criança, com o seu sorriso e tantos sonhos , a justiça precisa ser feita. Algo precisa mudar para que aprendam que, no futebol, bonito mesmo  é torcer em paz, não ir para um estádio  com um sentimento alucinante que, de tão, desmedido, chega a ser bruto e absurdo.


Caso esse acabe se tornando mais um dos assuntos que , no começo, são muito discutidos mas que depois acabam caindo no campo do esquecimento, continuaremos vendo a violência, as armas e muitos inocentes morrerem de uma triste forma.  É fundamental não fechar os olhos para quem paga com a vida por ser atingido com um sinalizador; para quem é espancado por estar com a camisa de um time  adversário; para quem integra grupos que afastam  quem  tem vontade de ir a um estádio, mas ,  por medo , prefere ficar em casa.


Libertadores é raça e garantia de ida para o mundial de clubes, mas também é um show de falta de civilidade e atos cruéis. Trata-se de um circuito de riscos para quem vai torcer honestamente, jogar ou trabalhar de outra forma. Quem a acompanha sabe que uma tragédia mais cedo ou mais tarde aconteceria. Dessa vez, infelizmente, foi mais do que garrafas atiradas ao campo.  Dentre tantas notícias e especulações de culpa , resta para uma família encarar a dura realidade de que uma criança não voltará mais para continuar a vida que ele deixou aqui.


sábado, 16 de fevereiro de 2013

A renúncia de Bento XVI

Ser um Papa,  para o catolicismo, é assumir o papel do lider de uma das maiores religiões o mundo, ser o condutor de um povo que deseja ver o amor de Cristo permeando a eternidade. A definição pode ser objetiva e, por tanto, não tão recheda, de argumentos mais define bem o que representa a figura de um pontificie. Pois bem, mesmo com todo esse aspecto sagrado e divino, o Papa não deixa de ser um Chefe de Estado, Essa condição é assegurada a partir do momeno que o vaticano é reconhecido como teritório independente. Do ponto de vista político, Bento XVI, ao recentemente renunciar o papado usou de um direito seu.


Nos últimos dias começaram a ser discutidas várias razões que levaram o sucessor de João Paulo II  a tomar uma decisão que já não se repetia há séculos. Ouviu-se muita coisa, desde um Papa que se apresenta cansado por conta de sua idade avançada e da falta disposição para acompanhar as mudanças de um mundo dotado de um mundo frenético. Todos querem buscar explicações. Alguns , já até relacionaram o acontecimento com o fim dos tempos.


A idade e a saúde não tão mais vigorosa são, de fato, indicadores para o fim do pontificado de Bento XVI, mas a tese de um vaticano que começa a cogitar a abertura para renovações também se apresenta de maneira forte. O Para, durante os quase oito anos à frente da igreja católica, nunca escondeu sua postura conservadora  e obediente aos traços morais da Santa sé. Teólogos, por aí a fora , não descartam a possibilidade de  que somente mudanças garantem um futuro próspero para a religião romana. Estar mais inserida dentro da sociedade e compreender melhor as transformações do mundo seria um desafio e missão para os próximos anos



Homossexualidade, uso de presarvativos, diálogos mais abertos  foram, nesses últimos tempos, questões polêmicas quando confrontados com os preceitos católicos. Fica para o próximo Pontífice a forma de como seguir lidar com temas tão cotidianos e discutidos por grande parte do mundo.

Bento XVI , em breve, voltará a ser Joseph Hassinger e o Vaticano e toda a igreja parece ter aprofundado ainda mais o seu dilema entre o ortodoxo ou literalmente adentar as portas de um mundo de mutações periódicas e de múltiplas realidades