Lá
está você, contemplando a TV quando, de repente, vem o anúncio de mais um
debate entre os presidenciáveis. Logo é de se pensar que será um ótimo momento
para os indecisos, reforço da certeza de um voto ou então uma ocasião para
refletir melhor sobre ele. Nada melhor do que sentar confortavelmente em sua
poltrona para presenciar um confronto de ideias e propostas que visem melhorar
a situação do nosso país. Assim diz a teoria ou, pelo menos, o que se espera de
uma política que reflita a inteligência e a busca de soluções para problemas
que, há muito tempo, rondam nossa pátria amada.
Então, acaba prevalecendo uma realidade que
levam esse evento -que deveria ser tratado com o devido cuidado e respeitos-
para uma dimensão que mais se enquadra no baixo nível, na troca de farpas e na
vontade de um querer “nocautear” o outro, usando todos os tipos de acusações.
Num primeiro, é transmitida a impressão de que é agradável dedicar sua
audiência para esses tipos de debates: recheado de polêmicas e de acusações
para ambas as partes. Porém, o bom senso nos lembra de sempre onde foram parar
as propostas. Por que não há uma maior tendência para se discutir sobre a nossa
saúde, educação e segurança? É triste saber que, mesmo quando esses assuntos
vêm à tona, os candidatos encontram um caminho para fazer uma “guerrinha” entre
eles.
Infelizmente, caro eleitor,
quem perde com tudo isso é você. Queira ou não, é pelas mãos dessas pessoas que
passam questões que interferem diretamente no seu cotidiano. Mesmo que algumas
não tenham um conhecimento disso, os cidadãos sentem na pele o quanto é ruim
ter que deparar com hospitais públicos deficientes; uma educação que ainda
necessita valorizar mais os seus professores e proporcionar estímulos para os seus alunos; andar pelas
ruas como o medo de ser roubado ou assassinado. Todos esses fatores são históricos
e não surgiram apenas por conta de um governo, pois na verdade é um acúmulo.
Notem
que, em poucas linhas do parágrafo anterior, foi possível elencar fatores que
poderiam ser melhores discutidos em debates ou guias eleitorais. A impressão é
de que a Presidente Dilma poderia explanar, com mais amplitude sobre seus
quatro anos de governo e dar mais ênfase
para o futuro, ao invés de tanto remontar ao governo de FHC e, assim, assegurar
uma via de ataque ao seu adversário. Para o Aécio, um pouco mais de clareza não
faria mal. Mas, que pena, eles preferem dar mais destaque para os ataques. A
ordem é bombardear para, só depois, saber o que ainda irá sobrar de cada um.
E
o eleitor? Bom, ele merece muito mais do que isso que estamos vendo.