quinta-feira, 8 de março de 2012

Regular a imprensa. Por quê?




                                                                                             
O  ex - presidente Lula começou a levantar as bases do projeto e, ao que tudo indica, Dilma quer seguir em frente e dar corpo ao órgão que vai regular a imprensa. A questão não é ter medo de a censura ter a sua volta e que os jornalistas passem a serem rigorosamente controlados. Em um país onde a ditadura deixou fortes marcas e a perseguição a imprensa era uma marca registrada, a possível regulação abre  parênteses para uma fiscalização suspeita. Não é segredo que o PT não anda satisfeito com o que andam escrevendo sobre seus lideres partidários. Outro caso curioso foi o fato da justiça ter proibido o jornal “     A Folha de São Paulo” de veicular conteúdos relacionados a família Sarney. Coincidentemente, José Sarney, encontra-se muito bem acomodado na base petista (seu partido é o PMDB).

Os Políticos se sentem bastante incomodados quando são denunciados ou veem seus nomes atrelados com a corrupção. Jornalistas só são grandes amigos de deputados, governadores e entre outros quando passam a elogiá-los. Por esse motivo é que muitos preferem encontrar aconchego na omissão em vez de cumprirem seu papel investigativo. O Jornalismo é uma ferramenta social, não importando o gênero a que esteja atrelado. Quando se trata de política é fundamental usar o realismo. É claro que quando há coisas certas é preciso reconhecer mas, se as coisas não vão bem, que tudo seja exposto.
        
Todo o problema criado entre imprensa e PT gira em torno da imagem de governo intocável que foi construída. Lula tornou-se o presidente que deu confiança a um país desacreditado pelos 8 anos de FHC. Esse foi o discurso. Mesmo com autos índices de popularidade, um presidente não pode achar que está mune às críticas. Nenhum governo está vestido com o traje da perfeição. As pessoas muitas vezes avaliam sem conhecer profundamente a situação. E, se não há conhecimento, cabe ao jornalista, mostrar, se não for possível tudo, o que está invisível aos olhos da população.

A regulação será o mesmo que limitar uma atividade que, dentro das suas possibilidades, encontra a liberdade. A Imprensa deve ter sua autonomia mantida, pois a quebra dela vai significar um retrocesso em um país que anda conciliado com rumos democráticos.  Se os políticos se sentem confrontado com as palavras de um jornalista sério e comprometido com a verdade, que vão em busca de um direito de resposta. Este país tem tantos problemas que, querer ter a imprensa na palma da mão, é perder tempo. Se houver um controle do que se fala ou se escreva que ele parta da empresa na qual o jornalista ou outro profissional da imprensa pertença.
 
 Se Dilma não gosta de certas coisas que falam sobre ela, não se preocupe pois, quem está ou ainda vai criticá- la, nas horas certas, também vai saber abraçá-la. Tudo isso faz parte de uma relação que se caracteriza pelo  amor e o ódio.

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