O ex - presidente Lula começou a
levantar as bases do projeto e, ao que tudo indica, Dilma quer seguir em frente
e dar corpo ao órgão que vai regular a imprensa. A questão não é ter medo de a
censura ter a sua volta e que os jornalistas passem a serem rigorosamente
controlados. Em um país onde a ditadura deixou fortes marcas e a perseguição a
imprensa era uma marca registrada, a possível regulação abre parênteses para uma fiscalização suspeita.
Não é segredo que o PT não anda satisfeito com o que andam escrevendo sobre
seus lideres partidários. Outro caso curioso foi o fato da justiça ter proibido
o jornal “ A Folha de São Paulo”
de veicular conteúdos relacionados a família Sarney. Coincidentemente, José
Sarney, encontra-se muito bem acomodado na base petista (seu partido é o PMDB).
Os Políticos se sentem
bastante incomodados quando são denunciados ou veem seus nomes atrelados com a
corrupção. Jornalistas só são grandes amigos de deputados, governadores e entre
outros quando passam a elogiá-los. Por esse motivo é que muitos preferem
encontrar aconchego na omissão em vez de cumprirem seu papel investigativo. O
Jornalismo é uma ferramenta social, não importando o gênero a que esteja
atrelado. Quando se trata de política é fundamental usar o realismo. É claro que
quando há coisas certas é preciso reconhecer mas, se as coisas não vão bem, que
tudo seja exposto.
Todo o problema criado entre imprensa e
PT gira em torno da imagem de governo intocável que foi construída. Lula
tornou-se o presidente que deu confiança a um país desacreditado pelos 8 anos
de FHC. Esse foi o discurso. Mesmo com autos índices de popularidade, um
presidente não pode achar que está mune às críticas. Nenhum governo está
vestido com o traje da perfeição. As pessoas muitas vezes avaliam sem conhecer
profundamente a situação. E, se não há conhecimento, cabe ao jornalista, mostrar,
se não for possível tudo, o que está invisível aos olhos da população.
A regulação será o mesmo que
limitar uma atividade que, dentro das suas possibilidades, encontra a
liberdade. A Imprensa deve ter sua autonomia mantida, pois a quebra dela vai
significar um retrocesso em um país que anda conciliado com rumos
democráticos. Se os políticos se sentem
confrontado com as palavras de um jornalista sério e comprometido com a
verdade, que vão em busca de um direito de resposta. Este país tem tantos
problemas que, querer ter a imprensa na palma da mão, é perder tempo. Se houver
um controle do que se fala ou se escreva que ele parta da empresa na qual o
jornalista ou outro profissional da imprensa pertença.
Se Dilma não gosta de certas coisas
que falam sobre ela, não se preocupe pois, quem está ou ainda vai criticá- la,
nas horas certas, também vai saber abraçá-la. Tudo isso faz parte de uma
relação que se caracteriza pelo amor e o
ódio.
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