domingo, 23 de junho de 2013

Reformar a política, mas não sem antes mudar o pensamento sobre ela

No Brasil, a maioria costuma dar os piores adjetivos para a política. Quando a televisão exibe uma propaganda eleitoral, preferem desligar a televisão. Aqui, há  quem vote no candidato a deputado A unicamente pelo fato de ser apoiado pelo prefeito  e, sequer, procuram conhecer o seu histórico. Política aqui é piada ou qualquer coisa que faça rir para não chorar. Eu sei, o povo está indo para as ruas para reivindicar seus direitos. E isso louvável. Porém, o modo como a política é entendida já perdura há muito mais tempo. Já ouvi, por exemplo, pessoas dizerem que, ao dar o primeiro voto, "perde o seu valor". Ora,perde por quê? Claro, vemos a corrupção e tantos outros absurdos. Por outro lado, o voto é o momento de fazer uma escolha que, se feita da forma errada, vai trazer graves problemas. Para discutirmos uma reforma política, temos que mudar nosso pensamento sobre ela.


O mal do brasileiro é sempre se ver como a vítima , mas quase nunca como o culpado. Como não ter culpa, se é você que vai para a frente de uma urna para apertar uns botõezinhos e confirmar sua escolha? O eleitor brasileiro, a cada eleição, está apegado a uma forma errônea e infeliz de se fazer política. Quem vai para um comício para ouvir ideias, acaba se decepcionando ao ver um jogo de ofensas a um partido rival. Mais triste ainda é ver os eleitores vibrando como Romanos vendo o leão abatendo sua presa no Coliseu. Mal sabem eles que, enquanto eles aplaudem cada palavra de ataque, o político não diz as suas reais propostas. Ele acaba ganhando uma eleição assim: sem ideias, apenas com uma tonelada de críticas ao adversário


Antes de uma reforma , o povo é quem deve rever seu posicionamento político. Não adianta pedir partidos mais honestos, uma classe política mais descente  se  elas continuarem fazendo as mesmas coisas de sempre.  Protestar contra a corrupção  e eleger os corruptos não adianta. Vender seu voto é uma atitude deplorável e muito pior é quem se aproveita disso para comprar os que não possuem discernimento.  São esses e outros motivos que vêm criando uma massa desacreditada e avessa à política. E essa falta de interesse que mais interessa aos corruptos, que ficam à vontade para fazer seus descasos.


Reforma política, sim. Mas não sem a compreensão do que realmente é a política. Isso, a partir do momento em que há luta por direitos, já está acontecendo. Entretanto, ainda há um longo caminho a ser percorrido  até a obtenção de uma consciência mais ampla e  esclarecida quanto o seu real papel da sociedade. Mas, paciência, estamos chegando lá . Os últimos nos fazem crer nisso, felizmente.

   

quarta-feira, 19 de junho de 2013

É a vez do Brasileiro


Demorou muito, é verdade. Mas o Brasil está mostrando que não é mais o país que aceitava todos os tipos descasos. Agora,o momento é de cada um mostrar que a força do povo ainda é capaz de prevalecer. Todos devem seguir mostrando que o vandalismo é de uma minoria. Grande parte dos manifestantes querem é protestar com inteligência e entendendo que quebrar tudo não resolve. Precisamos é de reconstrução e de novos tempos

Não há dúvidas de que os Brasileiros anseiam por uma saúde mais digna. Sem pessoas largadas pelos corredores dos hospitais, aflitas por um atendimento. De Filas o o SUS estão cheios, falta mesmo é estrutura. Sinceramente. esse problema já é detectado desde muito tempo, mas os governantes parecem que não sabem disso ou fingem. Tantos eleitores clamam o nome de seus candidatos, seja em comícios ou em passeatas. e, quando os políticos alcançam a vitória, falta , muitas vezes, o compromisso de cuidar dos serviços mais básicos

A educação, que é a base da formação de qualquer cidadão, consegue ser capaz de carregar antigas deficiências. Problemas que vão desde a parte estrutural até a valorização dos professores. Aliás, ultimante, ser um professor de escola pública tem se tornado complicado. Salários baixos acabam refletindo em uma necessidade de trabalhar em mais de uma escola , assumindo, por vezes, uma excessiva cara de trabalho. São condições que em nada refletem na importância que estes profissionais têm para a sociedade. O resultado, geralmente, coincide com uma realidade mórbida e caótica das escolas públicas

E os 20 centavos parecem ser pouco, não é? Mas não são. Imagine que, para quem frequenta vários ônibus em um só dia, É uma rotina cansativa e , no fim das cintas, financeiramente desvantajosa, Gasta-se muito em um serviço deficitário.

O povo tem toda a razão de ir para as Ruas. Esse é o momento da vez e voz. É desse tipo de manifestação que precisamos, sem violência, apenas carregando a ideologia de um país muito melhor. Para tanta ente que duvidou que esses protestos jamais sairiam das Redes sociais, um abraço, pois o gigante acordou mais vivo e com vontade de se transformar