sábado, 10 de março de 2012

Uma economia forte não é tudo


 

                                                                                                                                            
O Brasil tem está entre as maiores economias do mundo, eis um motivo para, enfim, acreditarmos que estamos no caminho do progresso e desenvolvimento, certo? Afinal ter um PIB (produto interno bruto) superior ao da Inglaterra é algo animador,correto?, Não é crime nem utopia acreditarmos que nosso país melhorou. Se compararmos com relação há alguns anos atrás vamos perceber que as coisas mudaram mesmo. Hoje, em tempos de crise na Europa e nos Estados Unidos, alguns países já recorreram ao Brasil para pedir dinheiro emprestado. Uma situação como esta em outras épocas seria inimaginável. A verdade é que o brasileiro, agora, olha para o seu país e se sente com mais confiança.
           
Mesmo com todos os avanços é preciso ter cuidado para não fecharmos os olhos para os problemas que ainda rondam o seio de nossa pátria. Ainda temos, por exemplo, uma distribuição de renda deficiente e uma saúde que  necessita melhorar bastante. Esses fatores remetem ao IDH (Índice de desenvolvimento Humano). No ranking ocupamos apenas a posição de número 84. Já estivemos em um posicionamento abaixo disso, mas está longe de ser o ideal. Esta realidade mostra que uma economia em forte crescimento não nos abre totalmente abre as portas para o primeiro mundo, pois ainda temos recursos mal distribuídos. É necessário um país mais igual, onde as pessoas possam viver bem. Tudo isso parece um sonho? Pode realmente ser. Mas é assim que temos que pensar e os nossos governantes também. Ainda paira a desconfiança sobre a política. O fantasma da corrupção ainda vive e faz com que muitos desacreditem do real sentido do universo político e façam de uma eleição e o dever de votar m tarefa ingrata.
          
Será organizada uma Copa do Mundo e Olimpíadas em um mesmo ciclo. O benefício que esses eventos vão proporcionar não se discute. Mas que não sejam esquecidos aqueles que necessitam de moradias dignas. Tão belo ou melhor que ver qualquer estádio arquitetônico, é ver uma família se sentindo bem em sua casa. É por essas pessoas que devemos alimentar o ideal de um país mais justo e preocupado com  o seu povo.

Sabermos que o Brasil, além de ser um país em desenvolvimento, é também o que está entre as oito maiores economias do mundo é algo que sai bem aos nossos ouvidos e, aos olhos do mundo, traz mais respeito. Porém esse discurso tem um cunho muito mais político. Para nós, cidadãos, que pagamos impostos e cumprimos com tantas outras obrigações, cabe pedirmos um país mais igualitário e que a cada dia esteja mais amparado nos braços da justiça do que na corrupção e desrespeito ao cidadão. Não pare de crescer, Brasil. Queremos encher o peito com um orgulho que siga aumentando em todas as horas, dias e anos   Já moramos em um país abençoado por Deus e bonito por natureza, mas queremos que ele seja belo, também, por sua igualdade e respeito.
        


quinta-feira, 8 de março de 2012

Regular a imprensa. Por quê?




                                                                                             
O  ex - presidente Lula começou a levantar as bases do projeto e, ao que tudo indica, Dilma quer seguir em frente e dar corpo ao órgão que vai regular a imprensa. A questão não é ter medo de a censura ter a sua volta e que os jornalistas passem a serem rigorosamente controlados. Em um país onde a ditadura deixou fortes marcas e a perseguição a imprensa era uma marca registrada, a possível regulação abre  parênteses para uma fiscalização suspeita. Não é segredo que o PT não anda satisfeito com o que andam escrevendo sobre seus lideres partidários. Outro caso curioso foi o fato da justiça ter proibido o jornal “     A Folha de São Paulo” de veicular conteúdos relacionados a família Sarney. Coincidentemente, José Sarney, encontra-se muito bem acomodado na base petista (seu partido é o PMDB).

Os Políticos se sentem bastante incomodados quando são denunciados ou veem seus nomes atrelados com a corrupção. Jornalistas só são grandes amigos de deputados, governadores e entre outros quando passam a elogiá-los. Por esse motivo é que muitos preferem encontrar aconchego na omissão em vez de cumprirem seu papel investigativo. O Jornalismo é uma ferramenta social, não importando o gênero a que esteja atrelado. Quando se trata de política é fundamental usar o realismo. É claro que quando há coisas certas é preciso reconhecer mas, se as coisas não vão bem, que tudo seja exposto.
        
Todo o problema criado entre imprensa e PT gira em torno da imagem de governo intocável que foi construída. Lula tornou-se o presidente que deu confiança a um país desacreditado pelos 8 anos de FHC. Esse foi o discurso. Mesmo com autos índices de popularidade, um presidente não pode achar que está mune às críticas. Nenhum governo está vestido com o traje da perfeição. As pessoas muitas vezes avaliam sem conhecer profundamente a situação. E, se não há conhecimento, cabe ao jornalista, mostrar, se não for possível tudo, o que está invisível aos olhos da população.

A regulação será o mesmo que limitar uma atividade que, dentro das suas possibilidades, encontra a liberdade. A Imprensa deve ter sua autonomia mantida, pois a quebra dela vai significar um retrocesso em um país que anda conciliado com rumos democráticos.  Se os políticos se sentem confrontado com as palavras de um jornalista sério e comprometido com a verdade, que vão em busca de um direito de resposta. Este país tem tantos problemas que, querer ter a imprensa na palma da mão, é perder tempo. Se houver um controle do que se fala ou se escreva que ele parta da empresa na qual o jornalista ou outro profissional da imprensa pertença.
 
 Se Dilma não gosta de certas coisas que falam sobre ela, não se preocupe pois, quem está ou ainda vai criticá- la, nas horas certas, também vai saber abraçá-la. Tudo isso faz parte de uma relação que se caracteriza pelo  amor e o ódio.