segunda-feira, 25 de maio de 2015

Por que não ignorar a política

Sei que você anda mais do que decepcionado com as noticias da corrupção e toda sujeira que cerca a politica. Sei também que a sua fé nos administradores públicos decai a cada dia. Realmente, não e fácil ter que presenciar a descoberta de esquemas criminosos, que desviam verbas de grandes empresas e breca o desenvolvimento de áreas vitais como saúde, segurança e educação. Você não suporta mais ver sempre os mesmos personagens, com seus discursos já desgastados e pregando uma honestidade que, na prática, eles são incapazes de cumprir. Sim, o brasileiro se sente cansado de ser sempre o maior prejudicado de um triste jogo de interesse. Mas, por favor, não ignore a politica.

Um pedido como esse , para muitos, pode beirar o ridículo ou mesmo a insistência em um otimismo utópico, porém não se trata disso.  A questão é que, quanto maior desinteresse no desenrolar das coisas do campo político, mais as pessoas serão enganadas e vitimas dos que querem apenas prejudicar, do auge do conforto de seus gabinetes , a vida daquele trabalhador que faz as contas para vive com um salário mínimo. Nós ainda precisamos atentar para o papel de protagonistas que verdadeiramente devemos ocupar. Não se trata apenas de votar , ficar ou festeja a vitória de um candidato e, depois, esperar mais 4 anos para ver o que mais pode ser feito. Politica, meus caros, é atuação; é a determinação de participar e entender que devemos cobrar ações que melhores a condição de vida.

Os tempos são mais dinâmicos do que imaginamos. Se quer um exemplo, basta analisar as redes sociais, esse espaço virtual que você consulta diariamente, também pode ser converte em um forte ambiente para se expor opiniões, cobrar , requisitar melhorar para a sua rua, cidade , estado ou pais. Sua opinião pode ecoar e ganhar repercussão o suficiente para chamar a atenção da mídia e de autoridades.

 O termo “ cidadão “ mais do que uma definição de fazer parte de um lugar, traz consigo uma série de direitos e a certeza de que devemos lutar por eles. É inadmissível que o fanatismo transforme políticos em espécies de deuses, dotados de um imunidade às criticas e até mesmo intocáveis. Visões fanáticas apenas servem para ocultar o significado racional que deve sustentar a politica.

Não há como conter a indignação que a corrupção nos traz, assim como todo o sentimento de revolta gerado pela inércia e inoperância de muitos gestores públicos em  buscar formas de resolver problemas que estamos cansados d saber que existem. Mas nem mesmo todos esses aspectos negativos devem ofuscar a necessidade de uma pessoa entender que pode viabilizar meios de ser mais politizadas. Por que não ler mais, enveredar, por exemplo, na compreensão do papel dos deputados e vereadores. Talvez, você já tenha dito que elas não fazem , mas  que tal procurar um conhecimento de como deve ou se dá o trabalho deles?

Observando bem, a politica faz parte da sua vida. As decisões que são provindas dela, costumam influenciar no seu cotidiano  e modo de vida. E, apesar de toda essa importância, é possível ignorá-la e fazer uso da pregação do discurso de que “ não tenho nada haver com isso”. Parece não ser uma das realidades mais fáceis de aceitar , porém, ao cruzar os braços, você é quem tudo para ser o maior perdedor.



segunda-feira, 18 de maio de 2015

O Infindável 7 a 1

Não faz muito tempo que aquele 7 de junho de 2014 marcou a história do futebol brasileiro de uma forma negativa e vergonhosa, como nunca imaginávamos ver, ainda mais em uma Copa do Mundo realizada em casa. Foi um 7 a 1 que se traduz em muito mais que uma goleada rotineira  , que um time gigante aplica em um pequenino . Talvez, se fossemos de tão pouca importância no cenário internacional, ninguém ficaria tão chateado. Afinal , a Alemanha tem tradição e um  histórico em Copas do Mundo que é de causar inveja a muitas outras seleções. Mas não, a seleção brasileira tem uma marca e histórico de peso. É o time campeão do mundo.

Talvez, evidencias não faltaram para o prenuncio de um fracasso. É fato que não tivemos uma preparação das melhores. Demitimos um treinador quando ele já estava encontrando a melhor forma para seguir o seu trabalho. Veio , então, outro técnico que tinha a grife de campeão do mundo. Sem tanto percebermos, deplorável derrota no Mineirão começava a ser desenhada. O titulo da Copa das confederações apenas foi uma ilusão, Na Copa do Mundo  acabamos por ver uma seleção nervosa sem padrão tático e que ficou perdida, ao se deparar que ficaria sem Neymar, seu grande craque.

Aliás, a contusão do garoto, que hoje brilha no Barcelona, pareceu ser um perfeito exemplo do exagero; da valorização do individuo e do estrelismo que os homens consagram aos seus indivíduos. Nem parece que havíamos passado da Colômbia, em um jogo sofrido, baseado em uma batalha de nervos. Zuninga atingiu a coluna de Neymar o tirou da copa e deu inicio a um drama midiático. A emissora de TV, que detemos direitos de transmissão da competição, adotou um tom praticamente fúnebre em suas reportagens e espalhando a inegável sensação de que tudo estava perdido. Teria uma semifinal, mas ninguém falava da Alemanha. Todos estavam muito preocupados em lembrar-se da ausência de Neymar.

Parece ser exagero falar algo assim, mas naquela partida, no Mineirão, já entramos derrotados, não por que a Alemanha era muito superior  ao Brasil, mas sim pelo de que decretamos isso do momento em que a copa havia acabado para o principal jogador da equipe. Mas nada justifica um goleada que fez muitas criancinhas e até gente grande , que viram aquele jogo, chorarem e, por que não, sentirem uma vergonha.

O tempo passou e hoje esse episódio já está completando seu primeiro aniversário.  De lá para cá, é verdade, muito se discutiu sobre o que mudar no futebol brasileiro. Rever conceitos virou uma expressão da moda, porém, enxergando a atualidade, vemos que pouco ou nada foi feito. Como novo técnico, mais uma vez, apostou-se no famigerado Dunga. Pode ser que os anos provem de que pensar se tratar de um erro, mas com ele não teremos o novo e nem a modernização que gostaríamos de ver. Até o momento é impressão é de que não tiramos lições do fracasso.

E, como algo que vem para contribuir ainda mais para o descredito de uma seleção, ainda vem a tona a verdade de que CBF “vendeu” a seleção para a empresa que responsável por organizar seus amistosos. Não se pode testar jovens jogadores ou então poupar os que são corriqueiramente  convocados por que a empresa exige que apenas as estrelas estejam presentes nesses amistosos. Pensando através de uma ótica mercadológica queira ver o melhor em campo, porém, isso não oculta o sentimento de venda ; de rendição a um padrão de que não se pode testar jogadores que podem ver nos amistosos uma chance de evoluir na seleção.

 Não se trata de um pessimismo exacerbado. Apenas não há como ocultar  a realidade de que o futebol brasileiro  apresenta indicativos de que é uma estrutura defeituosa. Nosso campeonato nacional apresenta baixas médias de público e alguns jogos com nível técnicos absolutamente reprováveis.  Os antes tão aclamados campeonatos estaduais, atualmente, lidam com jogos de arquibancadas com número ínfimo de torcedores e tem que lidar com o desinteresse de alguns dos clubes, que , ao mesmo tempo, disputam com competições mais importantes.

Como se vê, as coisas não estão bem, mas nem essa constatação é capaz de acordar as pessoas responsáveis pelo futebol do Brasil de se realizar trabalhos mais profundos, desde a forma como lidamos com as categorias de base. Tudo aqui é cercado por esse imediatismo e na velha máxima de que , se esse país é penta campeão, somos os melhores e pouco ou nada é preciso aprender. Tanta arrogância , ainda mais clara quando foram expostos o motivo para a não contratação de um time estrangeiro, só atrasa as coisas e faz com que a seleção fique para trá. Mas vamos lá. Com Dunga e tudo, segue o 7 a 1