domingo, 20 de abril de 2014

Eleições para presidente: será que falta dar mais importância?

Não sei se é puro achismo de minha parte ou mera impressão de  quem,de vez em  quando, gosta de dar seus palpites sobre política e outros assuntos que fazem parte desse país, mas será que as eleições presidenciais, por aqui, não recebem uma importância menor do que elas merecem? Pensando bem , não é difícil chegar a esse entendimento. Temos de, uma vez só, eleições pata governador, deputados federais e estaduais, além dos  Senadores e o Presidente da Republica. Percebam a infinidade de cargos que temos que votar em um só pleito, mas mão vou entrar no mérito de uma reforma nas nossas eleições. O que quero chamar a atenção é pela forma desatenta como a escolha do chefe  maior do nosso estado é tratada.


Ainda não se vê as pessoas discutirem quem elas querem ver no Palácio do Planalto com o mesmo envolvimento que apresentam quando se trata de eleger um governador para seu estado. Está bem que, de repente , alguém  pode dizer que é mais vantajoso priorizar a eleição desse cargo pelo grau de proximidade. Não há como dizer que este argumento não está correto, mas é aconselhável que não se esqueça que, acima de tantos cargos políticos, o presidente encontra-se no topo de uma hierarquia. Você o escolheu e deu para ele o poder de tomar decisões. Mil projetos de lei podem brotar do congresso, porém só partem para o campo prático caso seja aprovado pelo presidente.  E as funções não param por aí. Ele possui uma série de responsabilidades diplomáticas. Muito da imagem de um país, mundo  à fora, passa pela postura adotada pelo presidente.


Um povo fica mais consciente das atitudes tomadas pelos seus governantes, quando ele propõe a ser mais analítico. Não há nada escrito que obrigue os eleitores a votarem elegerem seus candidatos e, depois cruzarem os braços. Então, por que não conhecer melhor os candidatos que concorrem a presidência? Você não pode dizer que não há propostas, se não há sequer o interesse de saber se elas existem. Será saudável quando pensarmos que eleger um presidente não se baseia em um voto que vem cono  aquele que não é tão pensado e tratado com tanta intensidade.


Por muito tempo, eram os militares que "proclamavam"  quem seria o presidente durante os  anos que  compreenderam a ditadura militar, mas hoje é diferente. Pode -se dizer que esse país tem uma tonelada de problemas, porém nada disso muda o foto que essa escolha está em nossas mãos. Quanto mais cedo houver o entendimento que esse não é o voto não é qualquer voto, melhor. Trata-se  de dar poder para quem vai tocar os rumos de uma republica.

É o voto mais lúcido e inteligente quem vai impedir que, depois, sejam ditas coisas como: " Devia ter votado com mais atenção. Por hora, resta torcer para que as pessoas entendam que o voto presidencial é o que está acima de todos os outros.