sexta-feira, 12 de julho de 2013

Refletindo o preconceito

Preconceito, uma palavra antiga e muito conhecida do nosso vocabulário. O que realmente seria ele, uma ideia criada antes de saber o que realmente quer dizer algo ou algo que teria outros significados? . Tem o de pele, sexo, raça, religião, étnico....  São eles que abastecem uma gama de discussões que rondam a sociedade. Elas , em dados momentos, são racionais e civilizadas , já em outros momentos  se transforma em um verdadeiro espeço de agressões verbais e na pior das hipóteses físicas. Não é fácil tocar em assuntos que as pessoas não estão acostumados a abordar rotineiramente. Nem todo tipo de conversa acontece na hora do almoço ou do jantar, por exemplo. O comum e o tradicional ainda  estão estreitamente inseridos no cotidiano. O Brasil, mesmo sendo um país cheio de raças ainda tem pessoas que não compreendem ou não aceitam o papel do negro ou afrodescendente dentro da esfera social, Tentam disfarçar mas olham desconfiadas. Em certas situações , o próprio negro extrapola ao expressar sua condição de "vitima" e, consequentemente, se inferioriza.


Mas não é qualquer explicação que será capaz de satisfazer a noção do preconceito. Os fatores que levam à sua construção podem vir da base familiar de um sujeito, formação social oi cultural ou, simplesmente, da pura natureza individual. Sendo uma temática recorrente,  é provável que ela nunca deixe de ser percebida e analisada. As razões para isso são variadas.  Como dito nas primeiras linhas deste artigo, várias discussões acabam ganhando o requinte da irracionalidade e ignorância. Dizer uma forma de pensar para outra pessoa pode ser uma tarefa extremamente complicada. Um fanático católico pode se sentir extremamente ofendido com quem não poupa argumentos ao questionar o fato do vaticano sustentar visões que possam não ser condizentes com as transformações do mundo. Tem também o forte diálogo do casamento gay. A abrangência dessem tema é imensa. Liberais, casais gays ,que já vivem em um estado de união, religiosos e conservadores. Se cada representante desses argumentos se reunirem e não souberem  argumentar seus pontos de vista, a confusão está formada. Um ofende o outro e, assim, disseminam seus preconceitos.

O preconceito é um fator sociológico e contextual. Você pode se perguntar por que um paraibano se sente ofendido quando alguém chama ele ou qualquer outro nordestino de " Paraíba"? É uma dúvida válida. No sentido mais exato possível," Paraíba" é o nome de um estado brasileiro. A explicação que podemos obter para isso acabar se tornando em uma ofensa, talvez seja a forma como o termo é dito. Certamente, só os paraibanos podem entender isso . É preciso estar no contexto ou então ter a compreensão das reclamações dos nordestinos quanto às manifestações de preconceito que recebem pelo Brasil à fora


Já o modelo de sociedade harmônica e rica em igualdade , por enquanto , não é concreto. As diferenças são visíveis  Diariamente é possível ver o embate de choques culturais. Estranhamos ou até ignoramos culturas  que não fazem parte da nossa formação enquanto indivíduo. Não estamos livres do machismo ou da discriminação racial. Se discutem a  homossexualidade, embarcamos em um ciclo que vai de encontro aos preceitos cristãos. Homossexuais querem suas leis, o cristianismo quer fazer valer suas tradições milenares. Nesse jogo de quem está  certo, mal da para saber quem acaba sendo mais preconceituoso. Mas, admita-se, que o preconceito está presente nos mais simples gestos diários; na forma de cada um ver o que julga ser diferente. Então, não custa nada perguntar:  Onde você guarda o seu preconceito?