Ainda dizem que prevalece o sentido da coletividade e cooperação entre os estados brasileiros. É isso que querem muitos brasileiros e as correntes mais positivistas que acreditam nos avanços da nossa nação. O discurso é bonito e cheio das melhores expectativas. Mas , calma aí, se você esteve atento aos meios de comunicação, durante esses últimos dias, já deve saber que o senado derrubou o veto da presidenta Dima Rousseff, que impedia a distribuição dos royalties. Sabe o que isso significa? royalties é a quantia que cada deve estado receberá pelo petróleo que é extraído do nosso país pela Petrobras. A medida, de fato, é ótima e muito justa. Com esse valor financeiro, cada estado poderá investir ainda mais em setores que ainda são carentes e deficientes no nosso país, como saúde e a educação. Para se ter uma ideia , a cidade de Campina Grande , Paraíba, receberá 5,7 milhões de Reais. Mas nessa história nem tudo se resume a um mar de rosas.Tem gente que não está gostando nenhum pouco.
E por falar nisso, o Rio de Janeiro é um claro exemplo...
Desde o começo dos boatos do possível compatilhamento dos royalities, o Estado do Rio de Janeiro não esconde ninguém sua aposição contrária. Prefere ver o velho modelo centralizador onde só são beneficiados os estados que estão dentro da bacia petrolífera. É claro que pode-se argumenta que eles estão defendendo um direito. Só que a parte mais estranha de toda essa situação, é perceber que essa defesa pode coincidir com uma estranha e inadequada forma de separatismo. Quem pensa que mora em um país onde são buscadas medidas para melhorar a qualidade de vida e os servições públicos, talvez, não entenda por que tanta rejeição na aceitação de um projeto tão positivo. Mas, quando lembramos que, no ano que vem, teremos a Copa do mundo e, em 2016, os Jogos Olímpicos - estes realizados unicamente na cidade do Rio de Janeiro - percebe-se um ponto de preocupação para o Governo do Rio. Eles já disseram que , sem royalities, a situação desses dois mega eventos do estado ficam complicadas. Será que vai mesmo? Certamente não. A Copa , com todo o jeito brasileiro de preparar as coisas está caminhando em cronograma que, se ainda preocupa, não é assustador. As Olimpíadas ainda precisam de mais planejamento, mas também deve ter seu curso garantido.
Se já temos estádios modernos e instalações para outros esportes já projetadas e que, daqui a pouco , estarão concretizados, a população também tem todo o direito de se beneficiar com escolas bem estruturadas e uma rede de saúde pública que possa atendê-la com mais dignidade. Não é que os royalities vão, de uma hora para outra, solucionar os prolemas do Brasil. Mas, o que não resolve por completo, ajuda. Com esse repasse, os governos terão mais outra forma de poder cuidar melhor dos serviços públicos. Seria muito bom que esse pensamento se tornasse uma totalidade. As barreiras impostas por uma vontade que insiste em não dividir uma riqueza, que não é unicamente do estado A ou B precisam ser derrubadas. O Nordeste, por exemplo, nesse momento em que uma seca, nunca antes vista , só preocupa, com os roalyties, enxergar uma alternativa valiosa de ajuda financeira. Não só os nordestinos, mas os brasileiros tem a ganhar muito mais com essa distribuição.
O texto pode ser acalorado e muito defensor das políticas dos Royalities. Sei que cada um pode defender seu ponto de vista. Quem ainda quer tudo como estava, é livre para acreditar que, com isso, será melhor. Agora, é inegável que é muito forte o lado dos que defendem a distribuição e compartilhamento de um recurso natural que, antes de qualquer estado tomar o seu partido ,é do Brasil. Mesmo que façam caminhadas com a presença de artistas e apresentadores de TV que digam não ao repasse dos royalityes para outros estados. Mesmo que ainda seja possível recorrer ao STF ( Supremo tribunal Federal), fica a sensação de que isso significou mais que o recurso financeiro, mas sim um passo para o desenvolvimento desse país que muito ainda precisa melhorar. É verdade que, se isso tudo não acontecer da maneira como estão pensando, posso ter vontade de jogar todas essas palavras ao vento. Mas, se quer saber, prefiro apostar no otimismo. O Brasil tem seus pontos críticos, porem crer nas mudanças é um excelente ingresso para toda e qualquer melhora.
Fica o recado para que as emissoras comecem a mostrar os benefícios da distribuição dos royalities. O caminho não consiste unicamente em se preocupar com a realização da Copa e das Olimpíadas. Outra coisa que não poderia deixar de lembar , é o veto que a presidenta Dilma fez à esse projeto, logo na primeira vez em que ele esteve para sair do papel. Isso é curioso, pois todos lembramos que seu antecessor, Lula da Silva, tinha como lema "Brasil, um país de todos". Infelizmente, não foi muito bem isso que a nossa presidenta deixou transparecer com a sua atitude. Agora, o importante é que o veto já foi derrubado e tem tudo para trazer bons frutos. Vamos torcer para que tudo funcione bem e que qualquer pensamento dotado de interesses próprios, não condizentes como principio maior da coletividade, não fechem as portas para o desenvolvimento. Se dizem que o petróleo é de todo o Brasil, nada mais natural que, assim seja , para os royalities.

Nenhum comentário:
Postar um comentário