No
último dia 7 de Janeiro, o ataque terrorista ao jornal francês Charlie Hebdo ,
assumido pelo Estado Islâmico, desencadeou uma série de discussão sobre a
liberdade de expressão, um conceito que não costuma despertar uma compreensão
total para as mais diferentes culturas que compõem o mundo. Mas, em primeiro
lugar, precisamos compreender a gravidade do episódio que chocou Paris e as
demais partes do Globo. As doze mortes, mais do que números representam um
recado de que esse grupo, composto por Islamistas dispostos a fazer tudo para
manter, o que segundo eles, reflete no respeito à palavra do Profeta Maomé.
O Charlie
não é o tipo de veículo jornalístico que costuma se acomodar na sombra de uma
zona de conforto. Desde a sua criação, ele se pauta em criticar os mais
variados partidos políticos, personalidades e religiões não por meio de textos
, mas pela satírica linguagem que compreende a charge. As figuras são
extremamente políticas, capazes de causar debates entre católicos fervorosos e
os que defendem que isso na da mais e que a capacidade de expressar
pensamentos. Nas redes sociais , entre as que foram expostas nesses espaços
virtuais , uma chamou bastante atenção: Deus tendo relações sexuais com Jesus.
Repara-se que não é tão fácil discutir o tema. Será que deveria de estabelecer
a fronteira entre o respeito e a arte de se expressar como bem quer?
Entende- se que o respeito é um ingrediente moral da sociedade, mas,
pense que como essa mesma sociedade pode
ficar doente caso a imprensa seja sempre amordaçada dessa forma tão vil. Não é questão
de dizer que a liberdade de expressão é como um brinquedo que cada um pode
brincar quando entender. Nem mesmo nas redações dos grandes jornais,
integrantes dos grandes conglomerados da comunicação, um jornalista pode
escrever, livremente , criticas a um governador, deputado ou quem quer que
seja. Uma série de questões editoriais define o que faz parte ou não do
universo critico de um determinado veículo.
Você tem sua crença e está no total direito de não gostar de algo que possa ofendê-la, mas pense que o Charlie representa deixa uma mensagem interessante e até de importância pra que, cada vez mais, possamos aprender a conviver melhor entre sociedade: O jornalismo ( incluindo as charges) não é apenas que algo que seja uma singela leitura de fatos e aspectos culturais. O Charlie representa uma corrente que ousa desafiar os limites da normalidade. O desenho pode ou é tão mais impactante que a palavra em si e, quando envolve religião nos deparamos com o aparente desafio ao sacro. Contudo, é saudável refletir que criticas devem ser respondidas com criticas , tendo a inteligência como suporte intelectual, ao invés da vil violência que se alastra como m mau da humanidade
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