terça-feira, 6 de setembro de 2011

Vivendo a " era das bolsas".

O Governo, no papel de tutor e responsável pelas ações que coincidem com o bem - estar da sociedade, busca criar ações que venham a satisfazer e ajudar os mais diversos setores. Se as palavra da vez são "ajuda e auxílio"  cabe,então,avaliar se estes auxílios são realmente úteis e se eles não acabam causando a inibição de outras medidas que poderiam ser tomadas.


Numa primeira visão, já nos deparamos com a " era das bolsas".Bolsa família,bolsa escola, bolsa renda .... todas elas criadas com a finalidade de oferecer uma renda mensal para as famílias necessitadas. Lendo a proposta podemos até enxergar a configuração de uma boa iniciativa, mas, por trás de tudo que parece ser benéfico, há também um aspecto negativo e de contrapontos. Não é novidade e nem surpreendente, o fato de indivíduos de situação financeira estável receberem o benefício.

De tantas críticas a serem feitas, destaca- se a "obrigação" de uma frequência escolar, por parte do aluno, para assim garantir a quantia estabelecida. Será que é certo uma mãe dizer, para o filho, o seguinte: " Meu filho, vai par a escola por que, assim, o 'dinheirinho' no final do mês tá garantido". É uma forma de incentivo um tanto que contrária aos objetivos que um aluno deve ir para a escola. Ele deve e precisa encarar a escola como um local  para se aprender, não apenas sendo uma forma de firmar compromisso com uma condição estabelecida por um programa social.



Não é uma questão de propor uma abolição de uma ajuda financeira, mas sim de entender-se que há tantas outras formas de assistir o mais necessitado. É  necessário criar meios que  o coloque num papel mais ativo dentro da sociedade, não como alguém que apenas espera o fim do mês chegar para,assim, receber o benefício. Crer piamente nas " Bolsas" que existem por aí, não é prudente. Usá-las como um argumento para um voto, também não. Acima de tudo que está vestido com o traje das ajudas, estão os investimentos em educação,saúde,segurança e na criação de empregos. Medidas como essas,sim, são mais eficazes naquilo que andam chamando de combate à pobreza.

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