Sou um defensor do futebol. Adoro discutir sobre todas as questões que envolvem este esporte. Falar mal ou crítica algum aspecto que o envolva é um processo um tanto que doloroso,mas há momentos em que a paixão precisa ser suplantada para dar lugar há um lado dotado de razão. E, se quisermos usar de uma racionalidade, para falarmos de futebol,no Brasil, a Copa do Mundo de 2014 vem ao debate.
Quando vi na televisão a escolha do Brasil como país sede,me senti muito feliz. Seria a oportunidade de ver o maior evento esportivo do mundo aqui; seria a chence de ver o hexa ser mais verde e amarelo do que nunca. Porém, os anos vão passando e sua mentalidade e forma de enxergar as coisas também. Percebí que realizar uma copa,aqui,pode beirar os patamares da inconsequência. Por mais que as propagandas nos digam e declamem o bom momento,tanto no sentido econômico,como social que estamos vivendo, não podemos deixar de lembrar que ainda temos necessidades. De forma alguma,somos uma "potencia mundial", estamos apenas passando por um processo de melhora, onde o Brasil já começa a ter avanços. Contudo, é preciso lembrar que nada disso é garantia de gastos e mais gastos.
Já não se trata de nenhum segredo que,vez por outra, as coisas aqui não sejam feitas da maneira mais agradáveis. Será que vale a pena tantos investimentos em um empreendimento onde, no final ads contas, os grandes beneficiados serão "os barões do futebol brasileiro". A maioria ficará com a festa e alegiria de ver,se assim for, O Brasil sendo hexa. Temos os estádios,claero. Todos ficarão modernos e vistosos. Eles podem até constituirem uma forma de legado, mas a concepção de herança pode não pasaar de utopia,quando pensamos que os estádios geram, talvez, lucros para os dirigentes e alimentam as vias políticas da esfera púiblica.
Se exiete algo feito para e pelo o povo são os investimentos em áreas como educação,saúde e segurança. Na educação,melhoramos,mas é preciso mais. Indíces podem apontar uma evolução, porém outros indicam que é necessário evoluir ainda mais. Quanto à saúde pública ainda é possível enxergar o abismo que se encontra com a linha do descaso. Ver hospitais públicos que dão condições desumanas para seus pacientes:olhar para um corredor e encontrar um mar de camas com pessoas convalescentes abandonadas e sem nem ter uma previsão de atendimento. Precisamos também de segurança, a violência está aí. Não é a pacofocação das favelas cariocas,que dará tudo por resolvido.
De tantos golaços que podem ocorrer em 2014, o mais bonito deles ao seria na copa,sim agora. E se perguntasem que golaço é este não seria difícil de responder. Goalço mesmo é ver a criança ir satisfeita para a escola; é saber que um cidadão humilde está sendo bem tratado em um hospital publico em vez de estar morrendo em uma fila do mesmo; é poder andar pelas ruas sem ter tanto medo de ser assaltado. Golaço é imaginar este país com mais igualdade e respeito com o próximo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário